Acompanhe ao vivo o 29º dia do julgamento do mensalão

Após os votos do relator e do revisor do processo do mensalão, os demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começam a julgar a quarta fatia do julgamento. A etapa trata dos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. A ministra Rosa Weber será a primeira a dar sequência à votação, seguida por Luiz Fux, Dias Toffoli, Carmen Lucia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Ayres Britto. Por ser um dos itens mais extensos do processo, é provável que a Corte só encerre essa parte na segunda-feira, 1º de outubro.

Nesta fatia, são julgados 23 réus pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Nesse grupo está o chamado núcleo político do suposto esquema de compra de apoio político, integrado pelo ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Por decisão do relator, ministro Joaquim Barbosa, primeiro serão julgados os políticos que teriam recebido dinheiro pelo esquema e só depois será avaliado o envolvimento dos petistas.

Na sessão da quarta-feira, 26, o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, concluiu seu voto e afirmou não haver provas de compra de apoio político na Câmara pelo governo Lula. Em seu entendimento, trata-se de um esquema de caixa 2 de campanha. Ao avaliar recebimento de recursos por pessoas ligados ao PP, PL (atual PR), PTB e PMDB, o ministro condenou nove réus e absolveu quatro. Já o relator, ministro Joaquim Barbosa, condenou 12 réus e absolveu apenas um.

Ambos votaram pela condenação do delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson, pelo crime de corrupção passiva. Mas, diferentemente de Barbosa, Lewandowski o absolveu da acusação de lavagem de dinheiro. A divergência de avaliação entre os dois gerou novas discussões na sessão de quarta. (Estadão)

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1 Comentário

  1. Roberto Soresini Filho

    Orgulho-me ao ver o comportamento do ministro Joaquim Barbosa que não se deixou PARTIDARIZAR como alguns de seus colegas de tribuna.
    Dentre os réus falta aquele que oficializou a corrupção no Brasil.

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