Irã tira Google do ar e vai impedir acesso à internet no país

Pouco mais de 3 anos depois do Twitter protagonizar uma série de protestos no Irã, a internet volta a ser manchete no país de Mahmoud Ahmadinejad. Só que agora a notícia é ruim. As autoridades bloquearam acesso ao Gmail e ao Google. O próximo passo é fechar a internet no país.

Parece piada – e deveria ser – mas o assunto é bem sério. A ideia é que até março de 2013 o Irã tenha uma espécie de internet doméstica, totalmente isolada do resto do mundo. Sites como Facebook e Youtube já são censurados de forma rotineira, a criação de uma rede própria só facilitaria esse serviço. Como acontece em toda ditadura que se preze, qualquer tipo de manifestação pública contrária ao governo é considerada crime.

Evidente que Ahmadinejad não poderia falar que ele quer controlar o acesso à informação do povo iraniano. Ele tinha que ter uma justificativa mais ou menos convincente para não passar por ditador megalomaníaco perante o mundo. Eis o motivo oficial: “nós podemos ser atacados por vírus sionistas”.

O medo de ameaças israelenses ou “ocidentais” começou a ganhar embasamento prático quando, em 2010, o programa nuclear do país foi atacado por um vírus que prejudicou o funcionamento das centrífugas de enriquecimento de urânio. Para o Irã, o cyber ataque foi claramente uma ação orquestrada por seus desafetos, EUA e Israel.

A rixa com o Google também não é de hoje. Quando o site de buscas retirou o termo “Golfo Pérsico” da parte do oceano que separa o Irã da Arábia Saudita, no Google Maps, Ahmadinejad ameaçou processar o serviço. O nome da região é alvo de disputas desde a década de 60: enquanto “Golfo Pérsico” é uma referência à Pérsia, atual Irã, o termo Golfo Árabe é considerado uma ofensa pelos cidadãos iranianos. Atualmente, a região continua sem nome no Google Maps. (Galileu)

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