Festival do Rio será ampliado para democratizar o acesso ao cinema

Akemi Nitahara
Agência Brasil

Rio de Janeiro – Considerado pelos organizadores como o principal evento de cinema na América Latina, o Festival do Rio vai exibir na edição deste ano cerca de 400 filmes de 60 países, entre os dias 27 de setembro e 11 de outubro, com programação espalhada por toda a cidade.

A expectativa da organização é superar os 250 mil expectadores do ano passado. Os filmes serão exibidos em 30 locais entre cinemas, arenas e praças. Na noite de abertura, só para convidados no Cine Odeon, na Cinelândia, será mostrado o longa Gonzaga – De Pai para Filho, de Breno Silveira, que tem estreia no circuito comercial prevista para 26 de outubro.

O festival conta com 20 mostras. Além das já conhecidas Panorama do Cinema Mundial, Expectativa 2012, Première Brasil, Première Latina, Midnight, Midnight Terror, Midnight Música, Gay, Fronteiras, Dox, Filme Doc, Geração, Itinerários Únicos e Meio Ambiente, o festival fará homenagem aos diretores Alberto Cavalcanti, John Carpenter, Manoel de Oliveira e João Pedro Rodrigues. Também haverá espaço reservado para produções do Reino Unido e de Portugal, além de uma mostra especial sobre surf.

O diretor-presidente da RioFilmes, empresa da prefeitura patrocinadora do evento, ao lado da Petrobras, Sérgio Sá Leitão, destaca a importância do festival para a capital fluminense.

“Ele ajuda a posicionar o Rio como o principal centro de cinema e de audiovisual do continente, é também muito importante para o desenvolvimento da indústria audiovisual carioca, porque traz uma série de profissionais, executivos, do exterior, tem uma série de workshops, debates, cursos, oficinas. Ele é muito importante também do ponto de vista da formação, da capacitação e, finalmente, tem um impacto grande na cidade em termos de democratização do acesso. Ele permite que a população do Rio possa ver 400 dos principais filmes brasileiros e estrangeiros, os melhores filmes dos festivais de Veneza, de Cannes, de Berlim”.

O crescimento da participação das produções nacionais, foi outro ponto destacado por Sá Leitão na edição deste ano do festival. “No ano passado foram cerca de 50 filmes brasileiros, entre curtas e longas, e este ano nós temos mais de 70 filmes”, disse. “Acho que vai ser uma oportunidade pra gente tirar o pulso de como está a produção cinematográfica brasileira para 2013”, completou.

Ele explicou que um dos objetivos deste ano é democratizar o acesso ao cinema, levando o festival a locais com pouca tradição em eventos desse tipo, indo para outros lugares além da zona sul e o centro da cidade.

“Este ano teremos sessões do festival na zona norte, na zona oeste. Teremos, por exemplo, uma mostra no CineCarioca Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Teremos uma mostra no CineCarioca Méier, que fica no Imperator Centro Cultural João Nogueira. Teremos filmes no Ponto Cine de Guadalupe, nas arenas cariocas da Penha e da Pavuna. Enfim, o festival, ele realmente se espalhou pela cidade e acho que isso é muito positivo”.

De acordo com Sá Leitão, haverá também sessões gratuitas ao ar livre na praia de Copacabana. O destaque será a exibição, no dia 4 de outubro, do longa The Pleasure Garden, filme mudo de 1925 de Alfred Hitchcock, em versão restaurada e com acompanhamento ao vivo da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.

O Festival do Rio traz também uma área de negócios, a RioMarket, com workshops, oficinas, palestras e seminários que dão aos produtores brasileiros a oportunidade de trocar experiência com técnicos estrangeiros em áreas como 3D, som e digitalização de filmes. As atividades serão no Armazém 6 do Cais do Porto, que também recebe sessões populares das mostras Première Brasil e do Cine Encontro, que são bate-papos gratuitos com diretores, produtores e atores participantes do festival.

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