Um em cada cinco domícilios tem computador, indica pesquisa

Isabela Vieira
Agência Brasil

Rio de Janeiro – Na hora de comprar um eletrodoméstico novo, os brasileiros têm preferido computador com acesso à internet. No auge dos 90 anos da primeira transmissão radiofônica no Brasil, o rádio, que já esteve em cerca de 90% das casas, tem ficado de lado. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O computador com internet foi identificado em 22% dos domicílios em 2011, ano da pesquisa, ante 16%, em 2009, quando o estudo foi feito pela última vez. Segundo o IBGE, a presença do aparelho  registrou o mais elevado percentual de crescimento (39,8%) entre os bens duráveis identificados nas casas brasileiras. Em seguida, está o crescimento dos computadores sem conexão à rede (29,7%).

Os telefones celulares também continuam ganhando espaço. Em quase metade das casas brasileiras (49%), pelo menos um morador tinha apenas o aparelho, contra 41% em 2009. Entre as regiões do país, nos últimos dois anos, o uso cresceu mais no Norte e no Nordeste, onde os celulares estão em mais da metade das residências: 63% e 61%, respectivamente.

Em geral, as casas brasileiras ainda têm mais televisão (59,4%) que geladeira (58,7%). O fogão aparece em 60% dos domicílios. Com a melhoria de renda da população, a máquina de lavar ganha espaço, principalmente nas casas que já dispõem de outros bens. O salto entre 2009 e 2011 foi 20,3% – um dos mais altos entre os bens duráveis.

A empregada doméstica Meire Pacheco Leal, de 47 anos, diz que os preços baixaram nos últimos anos facilitando a compra do eletrodoméstico. “Primeiro, troquei meu fogão de quatro bocas por um de seis. Depois, comprei uma geladeira com degelo automático. Aí, chegou a vez da máquina, que é bem mais prática para a gente que trabalha fora”, contou Meire, mãe de três filhas.

Já o rádio – que na última década era encontrado em 88% dos domicílios (dados em 2008) – está perdendo espaço. Na pesquisa de 2011, 0,6% a menos de casas têm o aparelho.

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