História da primeira travesti eleita no Brasil marca segundo dia de mostra

Carolina Gonçalves
Agência Brasil

Brasília – Ao longo de 20 anos, a diretora piauiense Karla Holanda acompanhou a trajetória da primeira travesti eleita a um cargo político no Brasil. A história de Kátia Tapety, detalhada em um documentário digital com 74 minutos de duração, é uma das responsáveis pela expectativa em torno do segundo dia de mostras competitivas do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Kátia será exibido às 19h na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, que sedia este ano o festival. O longa-metragem inédito sobre a vereadora eleita por três vezes e vice-prefeita de um pequeno município no sertão do Piauí é a segunda exibição da nova categoria criada pelo festival, com prêmio no valor de R$ 100 mil.

Assim como todas as produções das mostras competitivas, Kátia será exibido simultaneamente no Teatro Newton Rossi, no Sesc de Ceilândia, no Teatro de Sobradinho, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga e no Teatro do Sesc do Gama.

A segunda noite de mostras competitivas será encerrada com o longa-metragem de ficção A Memória que Me Contam, dirigido por Lucia Murat, que tem os temas políticos e femininos como características de importantes obras como Que Bom Te Ver Viva, de 1998, filme que estreou internacionalmente no Festival de Toronto.

No documentário exibido pela primeira vez na noite de hoje (19), Lucia Murat apresenta um drama irônico sobre um grupo de amigos que resistiu à ditadura miliar e tem que enfrentar o conflito entre os dias atuais e o passado.

Em 95 minutos, a produção do Rio de Janeiro trata de questões como utopias derrotadas, terrorismo, comportamento sexual e a construção de um mito.

A primeira exibição será o curta-metragem documentário A Cidade, dirigido pela gaúcha Liliana Sulzbach. O filme retrata o atual cenário de Itapuã, município do Rio Grande do Sul que já abrigou mais de 1,4 mil pessoas e hoje tem apenas 35 moradores, todos com mais de 60 anos.

A noite também conta com as apresentações da animação mineira Mais Valia, do diretor Marco Túlio Ramos Vieira, com pouco mais de quatro minutos de duração, e Vereda, um curta-metragem de ficção produzido no Paraná e dirigido por Diego Florentino.

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