The NewYork Times mostra a explosão da violência em Salvador

A mesma onda econômica que colocou mais dinheiro em milhões de bolsos brasileiros pobres, especialmente aqui no Nordets, também estimulou o tráfico de drogas (Foto: The New York Times/Reprodução)

Com uma foto da invasão de Nova Constituinte, no subúrbio de Salvador, o The NewYork Times, um dos principais jornais dos EUA, publicou a matéria As Prosperity Rises in Brazil’s Northeast, So Does Drug Violence (Assim como cresce a prosperidade do Nordeste do Brasil, cresce a violência das drogas).

A reportagem, assinada por Alexei Barrionuevo, Fala da violência em Salvador, o que marca um novo tempo nas abordagens dos norte-americanos sobre a Bahia. Antes só dedicava espaço sobre nossas belezas naturais. Agora vem o lado macabro.

Salvador, a maior cidade da região Nordeste, é uma das maiores atrações turísticas do Brasil é a porta de entrada para algumas das praias mais espetaculares do país. E como o Rio, que está se preparando para co-sediar a Copa do Mundo de 2014. Assim, as autoridades estão tomando aqui uma página do manual do Rio de Janeiro, tentando lidar com a onda de crimes violentos estabelecendo unidades policiais permanentes em áreas violentas frequentadas por traficantes de drogas, diz o NYT.

A reportagem publica também uma declaração do governador Jaques Wagner:

“Se o mercado consumidor está crescendo, o traficante de drogas virá aqui também”, disse Jaques Wagner, governador da Bahia. “O progresso social no Brasil é visível. Mas ao mesmo tempo ainda temos problemas com o tráfico de drogas e com a falta de respeito pela vida humana.”

Confira abaixo a íntegra da reportagem do New York Times:

Jenilson Dos Santos Conceição, 20, estava de bruços no concreto áspero, seu corpo retorcido, sandálias ainda de pé, como o sangue de seus ferimentos de bala 14 manchado o corredor inclinado.

Uma pequena multidão de moradores assistiram desapaixonadamente como uma dúzia de policiais girava em torno de corpo sem vida do jovem.

“Ele foi seguido até que ele foi executado aqui”, disse Bruno Ferreira de Oliveira, um investigador. “Eles queriam ter certeza que ele estava morto.”

Sr. Conceição foi a terceira pessoa encontrada morta no estado da Bahia naquele dia de Julho. No fim do dia, 6 morreriam violentamente, e no fim do mês 354 haviam sido mortos, segundo a polícia.

A geografia da violência no Brasil foi transformada em sua cabeça nos últimos anos. No sudeste, a casa de Rio de Janeiro, São Paulo e muitos dos estereótipos mais duradouros do país de tiroteios e seqüestros, a taxa de homicídios na verdade diminuiu em 47 por cento entre 1999 e 2009, de acordo com um estudo realizado por José Maria Nóbrega, uma ciência política professor da Universidade Federal de Campina Grande.

Mas aqui no nordeste, uma região pobre que mais se beneficiaram dos programas de transferência de riqueza que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendidas durante seus oito anos no cargo, a taxa de homicídios quase dobrou no período de 10 anos mesmo, transformando essa área para o país mais violento, o Dr. Nóbrega encontrado.

Salvador, a maior cidade da região, é uma das maiores atrações turísticas do Brasil empates, a porta de entrada para algumas das praias mais espetaculares do país. E como o Rio, que está se preparando para co-sediar a Copa do Mundo de 2014. Assim, as autoridades estão tomando aqui uma página do manual do Rio de Janeiro, tentando lidar com a onda de crimes violentos estabelecendo unidades policiais permanentes em áreas violentas frequentadas por traficantes de drogas.

As forças policiais comunitários que estão sendo instalados aqui são semelhantes aos das “unidades de polícia de pacificação”, o governo do Rio tem utilizado – tanto alarde e polêmica – desde 2008 para conter a violência das drogas lá.

O Nordeste tem sido atormentado por crime, mas o aumento ilustra como o boom econômico do Brasil está causando violência relacionada às drogas – a principal causa para o flagelo de homicídio – a migrar para outras partes do país, como os traficantes de buscar novos mercados, forçando locais forças policiais, de acordo tanto com o Dr. Nóbrega e autoridades locais.

A mesma onda econômica que colocou mais dinheiro em milhões de bolsos brasileiros pobres, especialmente aqui no norte, também estimulou o tráfico de drogas e mais mortal do crime a ela associados, funcionários aqui sustentou. Os traficantes de drogas, percebendo o potencial de um mercado mais forte, se concentraram mais fortemente no nordeste, resultando em guerras de drogas e vício movido violência, disseram.

“Se o mercado consumidor está crescendo, o traficante de drogas virá aqui também”, disse Jaques Wagner, governador da Bahia. “O progresso social no Brasil é visível. Mas ao mesmo tempo ainda temos problemas com o tráfico de drogas e com a falta de respeito pela vida humana.”

Nos estados da Bahia e Alagoas, especialmente, tem havido uma explosão de violência na última década. O número de assassinatos na Bahia cresceu 430 por cento, para 4.709, entre 1999 e 2008, o Dr. Nóbrega disse, e no ano passado a taxa de homicídios do estado de 34,2 por 100.000 habitantes foi superior ao do Rio de Janeiro, que caiu para 29,8. (Funcionários da Bahia disse que, depois de se estabilizar em 2010, os homicídios caíram 13 por cento até julho de 2011, em comparação com os primeiros sete meses de 2010.)

Agências de viagens dizem que estão preocupados com o aumento da criminalidade violenta em favelas da Bahia -, bem como os assaltos droga movidos mesquinhos no Pelourinho, centro histórico colorido de Salvador.

“Salvador, agora, não está pronto para a Copa do Mundo por qualquer trecho, e eles estão começando a perceber isso”, disse Paul Irvine, diretor da Dehouche, uma agência de viagens no Rio de Janeiro, que organiza viagens para ambas as cidades.

Governador Wagner minimizou tais afirmações, lembrando que a Bahia tem uma festa Carnaval a cada ano, onde mais de um milhão de pessoas para as ruas, com 22.000 policiais oferecendo segurança.

“Passamos quatro anos sem um homicídio no percurso do desfile”, disse ele. “Para mim, a disposição da polícia para a Copa do Mundo não será nenhum problema.”

Favelas violentas do Rio têm sido caracterizadas por batalhas entre a polícia e gangues de traficantes fortemente armados que controlam grandes áreas. Mas no nordeste, os oficiais de segurança afirmam, as pessoas têm historicamente resolvido disputas por conta própria – vizinho para vizinho, com a impunidade mortal.

“O nordeste é usado para buscar a justiça com suas próprias mãos”, disse Maurício Teles Barbosa, o secretário de segurança da Bahia. “Eles não acreditam na polícia porque eles estavam a polícia. Eles eram os coronéis, os bandidos que buscaram a justiça sem a participação do Estado.”

Wagner argumentou que essas atitudes para com a violência, junto com uma indiferença por parte do Estado em fornecer proteção policial e serviços sociais, assassinatos permissão para ir em grande parte desmarcada. Mas o tráfico de drogas mais desenfreado, alimentado em parte por grupos criminosos que operam a partir de São Paulo, tem muito piorado a situação, o Sr. Barbosa.

A chegada do crack tem sido particularmente devastador. Em Nova Constituinte, uma comunidade na periferia de Salvador que brotaram em uma plantação de bananas anterior, uma série de assassinatos relacionados com a droga tem perseguido a área durante os últimos cinco anos, incluindo o massacre de seis adolescentes pegos no fogo cruzado de gangues rivais, disse Arnaldo Anselmo, 42 anos, um líder comunitário.

Gildasio Oliveira Silva disse que os traficantes de drogas duas vezes tentou matar seu filho adolescente, que tinha caído presa de crack e devia seu dinheiro concessionários. Em dezembro passado, ele disse, eles morto a tiros sua mulher, Ana Maria Passos UO Assis, de 39 anos, como ela estava limpando o banheiro da loja de conveniência do Sr. Silva pequena junto avenida principal de Nova Constituinte do.

“A violência piorou aqui”, disse o Sr. Silva, 68, um ex-policial. “E é tudo relacionado a drogas.”

Depois de se tornar governador em 2007, Wagner prometeu construir-se a polícia e tentar conter a violência crescente. Ele acrescentou 7.000 novos policiais nos últimos quatro anos e autorizou 3.500 mais este ano.

Bahia inaugurou sua primeira unidade de polícia comunitária em Calabar, um enclave pobre cercado pelo mais caro arranha-céus. Desde a sua abertura, em abril, com 120 policiais, não houve homicídios foram relatados, disse o capitão Maria de Oliveira Silva, que dirige a unidade.

“Nos últimos três anos, você não foi um mês sem alguém ser morto aqui”, disse Lindalva Reis, 58, que vive em Calabar há 38 anos.

Mais três unidades policiais da comunidade estão programados para abrir no próximo ano perto de Nova Constituinte.

Como as unidades do Rio, os policiais serem selecionados são na sua maioria novatos, para tentar reduzir a corrupção e os hábitos mais agressivos de alguns oficiais mais velhos.

Ao contrário do Rio, a instalação das novas unidades aqui não exigiu primeiro limpando traficantes entrincheirados com a polícia sangrentas e operações militares que podem durar semanas.

Para combater as críticas de que sua polícia têm se esforçado para resolver crimes, o governo do Estado da Bahia criou um departamento de homicídios dedicado no início deste ano, com 150 funcionários focados em investigações de assassinatos.

Entre os desafios da nova unidade está torcendo para fora “grupos de extermínio”, as milícias compostas por policiais que praticaram a justiça vigilante e foi suspeito de dezenas de assassinatos, disse Arthur Gallas, diretor da unidade de homicídio.

Depois, há a montanha de casos não resolvidos. Nos escritórios do novo departamento, os investigadores recentemente se debruçaram sobre pilhas de arquivos contendo 1.500 homicídios sem solução que datam de antes de 2007.

Mas o novo impulso ainda é um trabalho em progresso.

Na cena do crime do Sr. Conceição, a polícia não estabeleceu fita de segurança para evitar a contaminação de provas. “Preservar a prova é muito difícil aqui”, disse Helder Cunha, um investigador da cena do crime, observando que uma proposta para exigir fita da cena do crime na Bahia ainda tinha que ser colocado em prática.

Notícias Relacionadas

1 Comentário

  1. paulo

    NYTs esta mostrando aprevia do que vira para copa do mundo e o mundial olimpico, porem os desgovernates faz de conta que não existe dizendo eles que é apenas um foco isolado.

Comentários estão suspensos