Comissão de inquérito sobre Síria alerta que violações no país aumentaram

Renata Giraldi
Agência Brasil

Damasco – A Comissão de Inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje (17), ao apresentar as últimas conclusões sobre as investigações na Síria, que as violações dos direitos humanos no país
“progrediram recentemente em número, ritmo e escala”. O relatório foi apresentado pelo presidente da comissão sobre a Síria, o brasileiro Paulo Pinheiro. Há 18 meses o país vive em clima de guerra, mais de 25 mil pessoas morreram.

“As violações flagrantes dos direitos humanos aumentaram em número, ritmo e intensidade”, disse Pinheiro, dirigindo-se aos 47 Estados-Membros do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra.

“Recomendamos que o nosso relatório seja transmitido ao Conselho de Segurança [da ONU] de forma
que possa tomar as medidas apropriadas tendo em vista a gravidade das violações, abusos e crimes perpetrados pelas forças governamentais e pelos grupos antigovernamentais”.

No primeiro relatório, elaborado pela comissão de inquérito, os especialistas advertiram sobre a ocorrência de uma série de violações de direitos humanos na Síria, como estupros, torturas, prisões indevidas e violência contra crianças e adolescentes. Mulheres e idosos também não são poupados.

O presidente da comissão disse que não serão publicados os nomes dos suspeitos de crimes de guerra na Síria, mas defendeu que o assunto seja enviado ao Tribunal Penal Internacional, decisão que deve ser tomada pelo Conselho de Segurança da ONU.

“[Ao fazer as recomendações] a comissão recorda que, no contexto da Síria, o poder de enviar o assunto para o Tribunal Penal Internacional cabe unicamente ao Conselho de Segurança”, disse Pinheiro.

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