Opositora cubana em greve de fome está em estado crítico

Marta Beatriz Roque em foto de 2008. Ela é uma dos 25 ativistas cubanos em greve de fome (AFP)
Marta Beatriz Roque em foto de 2008. Ela é uma dos 25 ativistas cubanos em greve de fome
A saúde da opositora cubana Marta Beatriz Roque entrou em “estado crítico” ao completar nesta quarta-feira seu segundo dia de greve de fome, em um protesto seguido por mais 24 dissidentes que pedem libertação do preso político Jorge Vázquez Chaviano.

Chaviano deveria ter sido libertado em 9 de setembro, mas segue em uma prisão de segurança máxima, no centro de Havana. O porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, Elizardo Sánchez, pediu uma “resposta urgente” por parte do Governo.

– Neste momento, o estado de Marta é crítico, porque ela é diabética. Sua pele está ressecada, a água não passa por sua garganta, e não ela não pode se manter de pé – disse à agência AFP Yazmani Nigles, um dos ativistas. – Combinamos que a greve será cumprida até que o governo ceda aos pedidos, que não são nada de outro mundo. Se não estabelecerem a realidade, terão 25 mortos a mais nas costas.

Segundo ela, Roque, de 67 anos, preferiu que não lhe vejam em seu atual estado e pediu para que não fossem tiradas fotos. Em uma sala do apartamento da opositora, no centro de Havana, também seguem a greve de fome Yadira Rodríguez, de 22 anos, Rosa María Naranjo 50, Fermín Zamora e Iris María Rodríguez, ambos com 45 anos.

– Começamos a greve na segunda-feira e desde então bebemos apenas água – informou Zamora.

Marta Beatriz Roque, a única mulher entre os 75 dissidentes presos em 2003 condenados a longas penas, foi libertada em 2004 por motivos de saúde. A economista começou suas atividades como opositora em 1989, e cumpriu quatro anos de prisão entre 1997 e 2000. (O Globo)

Notícias Relacionadas