Conflitos étnicos no Quênia matam 32 pessoas, diz Cruz Vermelha

Renata Giraldi
Agência Brasil

Brasília – Oficiais da Cruz Vermelha no Quênia, na África, próximo à Somália e ao Sudão do Sul, confirmaram hoje (10) a existência de combates gerados por disputas étnicas na região costeira do país. Em decorrência dessas disputas pelo menos 32 pessoas morreram. Segundo organizações não governamentais (ONGs), mais de 300 pessoas foram atacadas em um vilarejo na região do Delta de Tana.

Há relatos de sobreviventes que contaram que casas de moradores foram queimadas. O chefe das operações da Cruz Vermelha no Quênia, Abbas Gullet, disse que há corpos espalhados na vila atacada e que é necessário “agir rapidamente” para conter o agravamento da situação.

A explosão de violência envolve uma longa disputa entre dois grupos étnicos – os Orma e os Pokomo – sobre terras cultiváveis e acesso à água. Com pouco mais de 37 milhões de habitantes, o Quênia é uma democracia recente, pois sua independência foi proclamada há apenas 49 anos. Até então, era uma colônia inglesa.

O sistema político no Quênia é o parlamentarista, mas o poder é bastante centralizado na figura do presidente da República, embora, em 2008, a Organização das Nações Unidas (ONU) tenha mediado um acordo para que o primeiro-ministro e os presidentes do Legislativo e Judiciário também compartilhassem as decisões do país.

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