Eliana Calmon prevê mais ‘ataques corporativistas’

Após atuar no afastamento de oito juízes, em 50 sindicâncias e em inspeções em 10 tribunais, Eliana Calmon disse ontem em sua última entrevista como corregedora nacional de Justiça que os “ataques corporativistas” continuarão.

Foi o último dia dela, após dois anos de mandato no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). No cargo, comprou briga com juízes, chegou a falar em “bandidos de toga” e tentou, sem sucesso, abrir processos disciplinares contra magistrados cujos patrimônios são incompatíveis com suas rendas.

Assume seu lugar hoje o colega de STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão.

“No Brasil, mexer com patrimônio é muito sério, as pessoas ficam impactadas. Quando a gente mexe com isso, parece que mexe com o bom senso das pessoas”, disse Calmon.

Outro problema apontado por ela foi a segurança dos juízes. Anteontem, Calmon tentou apresentar, sem sucesso, o resultado da investigação que fez no TJ-RJ, onde trabalhava a juíza Patrícia Acioli, assassinada no ano passado.

Segundo Calmon, os tribunais têm uma “cultura de não se acreditar em magistrado que se diz ameaçado”. Ela minimizou as polêmicas de seu mandato. “Só não erra quem não trabalha”, afirmou.(Folha.com)

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