Venezuela diz que são falsas as informações sobre o massacre de yanomamis

Renata Giraldi
Agência Brasil

Caracas – Após uma série de investigações sobre a denúncia de massacre envolvendo 80 indígenas yanomamis, o governo da Venezuela informou ontem (2) que são improcedentes e falsas as informações. A ministra do Poder Popular para os Povos Indígenas, Nicia Maldonado, responsável pela apuração do caso, disse à emissora estatal de televisão venezuelana, VTV, que não há indícios sobre a suspeita.

“Nós podemos dizer ao país que não havia indício algum de qualquer morte ou de queima de casas, nem de massacre de yanomamis no Alto Orinoco”, disse a ministra. O crime, segundo denúncias de organizações não governamentais (ONGs), ocorreu na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

A ministra disse ainda que seu compromisso é “agir de forma transparente e legal” na apuração de quaisquer informações envolvendo denúncias de povos indígenas. “Felizmente tudo acabou se confirmando como falso”, disse ela

Desde o dia 31, a Comissão das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, a Procuradoria-Geral da República, a Defensoria Pública, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério das Relações Exteriores e o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais investigam as denúncias.

Na semana passada, o embaixador do Brasil na Venezuela, José Antonio Marcondes de Carvalho, encaminhou um pedido formal às autoridades para verificar o teor e a veracidade das noticias sobre o assassinato de índios yanomamis por garimpeiros brasileiros.

De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam), o massacre dos indígenas ocorreu em julho deste ano, na fronteira do Brasil com a Venezuela. O Coiam divulgou um documento baseado no relato de três indígenas que dizem ter sobrevivido ao massacre.

No relato, os indígenas contam que garimpeiros cercaram a casa coletiva, dispararam contra eles e atearam fogo à casa. Segundo a coordenação, o número de mortos é incerto. O Ministério das Relações Exteriores disse que a embaixada e o consulado brasileiros em Caracas trabalham para apurar os fatos e saber o que ocorreu.

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