Professores de universidades federais mantêm greve que completa 110 dias

Governo diz que negociações estão encerradas desde início de agosto.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) divulgou nesta segunda-feira (3) um comunicado anunciando a manutenção da greve de professores das universidades federais, que já dura 110 dias. No entanto, o sindicato avalia que a a situação para a reabertura das negociações ficou mais difícil e pede para que novas assembleias gerais sejam feitas até quinta-feira (6) para definir uma decisão unificada de continuidade ou não da greve.

No documento de sete páginas, o Andes destaca que a maioria das assembleias realizadas nas universidades realizadas na semana passada votou pela continuidade da greve mesmo após o término do prazo para um acordo dado pelo governo federal.

“O Comando Nacional de Greve reafirma a continuidade da greve e a necessidade de avaliação do movimento e da correlação de forças necessária aos enfrentamentos que se impõem, produzindo encaminhamentos e agenda de trabalho. Outrossim, pautar, nas próximas assembleias, a discussão dos horizontes da greve e o debate sobre a suspensão unificada da greve nacional dos docentes”, diz a nota.

O Andes pede para que as assembleias de professores das universidades e institutos federais avaliem: a continuidade da greve; se a decisão for pela suspensão do movimento, definir quando as aulas serão retomadas; analisar o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional para a reestruturação da carreira docente (PL4368/2012) e propor elementos para definição das estratégias de ação frente à sua tramitação; insistir no pedido de audiência com o Ministro de Educação; manter a realização de atos públicos pela reabertura de negociação; estabelecer estratégias junto aos sindicatos de servidores (Sinasefe e Fasubra); e unificar a participação dos comandos de greves locais.(G1)

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1 Comentário

  1. Gustavo Barbosa de Mesquita Batista

    Caros,
    Como professor universitário apostei que o governo seria favorável e negociaria com a categoria docente. Infelizmente, não houve acordo e terminamos, mais uma vez, perdendo. Agora é hora de voltar para as salas de aula e dizer aos alunos que falhamos e que não conseguimos o que queríamos. Enfim, dizer que ao invés da calmaria e de um longo período sem greves, tudo indica que iremos conviver com isto tão logo o ano vire e mais um orçamento se disponha a ser discutido. Para este ano foi-se o tempo da negociação e acredito ser necessário suspendermos coletivamente a greve….

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