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Petrobras revisa US$ 28 bilhões em projetos previstos até 2016

Isabela Vieira
Agência Brasil

Rio de Janeiro – Para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência, a Petrobras anunciou que estão em avaliação 147 projetos de exploração e de produção, de um total de 980, segundo consta do Plano de Negócios 2012-2016. O documento foi apresentado hoje (25) pela presidenta da estatal, Graça Foster, e pela sua diretoria, na sede da empresa.

De acordo com o documento, os projetos somam US$ 236,5 bilhões, dos quais US$ 27,8 bilhões passam por uma revisão. Mais da metade são da área de Abastecimento e Refino (US$13,9 bilhões) e 21% são do etor de Gás e Energia (US$ 6 bilhões). Mais 17% dos projetos em análise são da área de Exploração e Produção Internacional, que somam US$ 4,6 bilhões.

“Nenhum projeto foi retirado [do plano de negócios], não teve corte”, assegurou a presidenta, Graça Foster. “Estamos reavaliando”, completou, ao explicar que não pode divulgar os cronogramas de instalação de plantas como a da Refinaria do Nordeste, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) previstos anteriormente para 2014.

“Não é avaliar se vai fazer ou não. Isso não se discute. A gente vai fazer sim porque precisa dessas refinarias”, acrescentou. “As refinarias são essenciais, mas eu preciso saber quanto custam e quanto eu já fiz. Só depois dessa avaliação, teremos de forma detalhada a entrada do primeiro trem [conjunto de plantas]. Até lá, ninguém está autorizado a falar”, enfatizou.

O Plano de Negócios da Petrobras destaca que, na fase de avaliação, serão levados em conta a viabilidade de cada projeto, a disponibilidade de recursos, o alinhamento dos custos das novas refinarias e a disponibilidade de gás natural para plantas de fertilizantes e novas termelétricas, por exemplo. “Outras variáveis” de interesse da empresa não foram descartadas.

Segundo a presidenta da estatal, a prioridade no período do plano é a área de óleo e gás, cuja meta de produção no Brasil e no exterior, até 2016, é 3,3 milhões de barris por dia. O maior crescimento é esperado entre 2014 e 2016, com a revisão da eficiência operacional na Bacia de Campos e a entrada em operação de novas unidades no pré-sal, principalmente.

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