Clima esquenta e fica feio entre diretor da Agerba e o dono da TWB
Jornal da Mídia Acostumado em fazer tráfico de influência, intimidar e demitir funcionários e até dar esporro em público em antigos diretores da Agerba, o dono da concessionária paulista TWB, Pinto dos Santos, se deu mal durante uma reunião ontem na sede da agência de regulação, no CAB.
A reunião foi para que técnicos da consultoria Fipecafi, contratada pela Agerba para fazer uma auditoria na TWB, explicasse as principais irregularidades praticadas na Bahia pela empresa que explora o ferryboat desde 2005.
A TWB não cumpriu a maioria das cláusulas do contrato de concessão que assinou com o Estado da Bahia em março de 2006. Deixou os navios sem manutenção, sucateou a frota, vendeu carros do Estado que estavam em seu poder, alugou equipamentos (duas balsas) também do Estado sem conhecimento da Agerba, não pagou multas, entre outras mazelas praticadas. E deve mais de R$ 6 milhões em multas ao Estado.
Conhecido por sua postura sempre arrogante, Pinto dos Santos, segundo testemunhas, meteu o dedo na cara de um preposto da Fipecafi e menosprezou a empresa de consultoria que é muito bem conceituada em São Paulo, chamando-a de porcaria, segundo informações chegadas ao JM.
Os ânimos ficaram exataldos e foi preciso que o chefe de gabinete da diretoria da Agerba, Samir Abud, gritasse e mandasse o dono da TWB baixar a voz e o dedo para não ser expulso da sala de reunião.
Pinto dos Santos continuou gritando até quando apareceu o diretor-executivo da Agerba ordenando que ele se calasse:

Eduardo Pessoa (esquerda), diretor da Agerba, perdeu a paciência com Pinto, o dono da TWB: 'Baixe a voz. A Agerba não é seu galinheiro'
Pelo visto, as coisas mudaram mesmo para o lado do dono da TWB. O homem que chegava na Agerba e conseguia tudo, sempre utilizando nomes de políticos, principalmente do PT (dizia-se na Agerba que ele se apresentava sempre como um afilhado de Cândido Vacarezza, ex-líder do governo na Câmara, e de Eva Chiavon, ex-chefe da Casa Civil de Wagner, entre outros), parece que sentiu desta vez que a casa está caindo.
Reponsável direto por enormes prejuízos ao patrimônio público e à imagem do governo Wagner, através de sua empresa TWB, envolvida em dezenas de acidentes desde que chegou à Bahia, em números sem precedentes na hitória de mais de 40 anos do sistema ferryboat, Pinto dos Santos devia cair na real. A TWB, que nunca teve credibilidade e tem a repúdia quase que total dos baianos, parece ter caído definitivamente em desgraça.
E ao governo só cabe agora despejá-la da Bahia. Já chega de incompentência, de irresponsabilidade. Já chega de maltratar os baianos. Já chega de ferir a diginidade do nosso povo.
Fora TWB. Fora! Xô!

Governador, eu sei que V. Exª. não escuta, nem tão pouco faz leitura, porém vale lembrar que 7 (sete) anos de sofrimento não são sete dias.
Esse negócio, essa contratação não começou num boteco, são 25 anos de tolerância, é tempo que não acaba mais, quem encerra a questão é quem começou. Lei da física.