Barack Obama alerta sobre ações militares da Coreia do Norte e do Irã

 

Agência Brasil

Obama afirmou que ainda há tempo para a diplomacia
Obama afirmou que ainda há tempo para a diplomacia (Foto:Valter Campanato/ABr)

Brasília – Em Seul, na Coreia do Sul, onde participa da primeira Cúpula de Segurança Física Nuclear, o presidente norte-americano, Barack Obama, alertou hoje (25) sobre as ameaças dos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã. Segundo ele, os norte-coreanos não conseguirão “nada com ameaças ou provocações”.

O alerta ocorre no momento em que a Coreia do Norte se prepara para lançar um foguete de longo alcance para colocar um satélite em órbita. Ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, Obama disse que a Coreia do Norte sabe de suas obrigações e deve tomar passos irreversíveis para cumpri-las.

Creio que há uma margem de tempo para resolver isso diplomaticamente, mas essa margem está se esgotando

Obama e Myung-bak disseram que a Coreia do Norte corre riscos de sofrer novas sanções e de um maior isolamento internacional, se o governo norte-coreano não cancelar os testes com foguetes planejados para o próximo mês. Obama visitou hoje a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias. Ele cumprimentou soldados americanos e disse que eles estavam na “fronteira da liberdade”.

“Não poderia estar mais orgulhoso pelo que vocês estão fazendo”, disse Obama. Em seguida, ele se reuniu com o presidente da Turquia, Recep Tayipp Erdogan. Com Erdogan, Obama conversou basicamente sobre o programa nuclear iraniano, pois os turcos são os principais intermediadores do diálogo do Irã com o restante da comunidade internacional.

Segundo Obama, ainda há tempo para a diplomacia no que se refere ao programa nuclear do Irã. Porém, ele disse que o prazo para a diplomacia está acabando. “Creio que há uma margem de tempo para resolver isso diplomaticamente, mas essa margem está se esgotando.”

Obama e Erdogan também conversaram sobre a crise e a série de violência na Síria. “Não podemos permanecer como espetadores diante dessa situação”, disse Erdogan, lembrando que os números de mortos no país podem superar 9 mil, segundo organizações não governamentais.

 

 

 

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