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Especulação imobiliária pode tirar rodoviária da região do Iguatemi

O Terminal Rodoviário de Salvador ocupa uma área privilegiada de 15 mil metros quadrados. O terminal tem área disponível para ampliação, mas grupos da construção civil estão de olho no equipamento, que pertence ao Estado. A Sinart tem um contrato de concessão por mais 10 anos.

A Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico) que se cuide. Há 36 anos operando o Terminal Rodoviário de Salvador, a empresa da família Alfeu Pedreira vai começar a ser pressionada – se é que já não está sendo – em breve. Por trás do anúncio da transferência da Rodoviária para Simões Filho ou Pirajá existe na verdade negócios milionários envolvendo o setor de construção civil.

Vale lembrar que não existe em qualquer órgão do governo estudos que retratem a viabilidade ou a inviabilidade de o principal terminal rodoviário da capital permanecer ou não onde está. O JORNAL DA MÍDIA desafia ao órgão estatal que tiver algum a divulgar. Só se é algum estudo fantasma, feito à pressas para atender a interesses outros.

O que existia, na verdade, era um estudo preliminar feito ao toque de caixa na Agerba, muito pobre de conteúdo, para a construção de um terminal de pequeno ou médio porte na região da Brasilgás, com o objetivo de se evitar a proliferação do transporte clandestino e oferecer mais uma opção de embarque para os usuários do transporte intermunicipal.

E nada mais.

E tem mais: a Rodoviária de Salvador tem condições de operar hoje até com mais que o dobro dos apenas 11 mil passageiros/dia. E mais ainda: possui grande área remanescente de terreno para uma ampliação.

O único fator complicador que existe hoje é a falta de um acessos exclusivo para os ônibus que chegam ao terminal, que ficam engasgados na região do Iguatemi, principalmente em períodos de grande concentração de demanda de passageiros, como no São João, por exemplo.

Mas esta seria uma solução simples. Bastaria que o governo do Estado e a Prefeitura construíssem um acesso exclusivo para os ônibus que chegam ao terminal via Paralela ou Avenida Luiz Eduardo Magalhães.

Mas isto aí é outra história. Fontes seguríssimas informaram ao JORNAL DA MÍDIA que empresas do setor da construção civil estão de olhos arregalados para a privilegiadíssima área ocupada hoje pela Rodoviária de Salvador. São nada menos 15 mil metros quadrados, sem se contar no hotel com 155 apartamentos, que compõe a estrutura do equipamento.

Essa fonte do JM contou que uma grande empresa de construção já teria convencido até um grande político da Bahia para tirar o terminal do lugar. Portanto, o negócio é para valer.

Espera-se que a área não seja transformada em uma favela de concreto como a que o prefeito João Henrique deixou que fosse instalada na Avenida Paralela. No caso da rodoviária, o assunto é da área do governo Wagner. O equipamento é do Estado.

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